sábado, 28 de abril de 2012

As Versões de Nós Mesmos

Ninguém é uma coisa só. Se levarmos isso em conta, é mais simples entender as pessoas, ou entender que não dá pra entendê-las. É muito melhor aceitar que você está num constante processo cagado de mudança, do que dizer "odeio macarrão" e descobrir que macarrão com almondegas te leva à experimentar sensações extraordinárias... Deu pra sacar?
Meu ponto aqui não é parafrasear a aula de filosofia que te fez dormir, mas dizer que acredito que há versões de nós mesmos, não por aí, como um doppelgänger, mas por dentro, se manifestando a todo o tempo, de acordo com as circunstâncias. Nós usamos máscaras, e estamos usando uma diferente pra cada situação. Cada uma delas estimula uma versão nossa a vir à tona... E isso pode ser bem sinistro (alguém já viu Cisne Negro?)...



Não é que você precise conhecer cada lado de você mesmo, dominá-los ou qualquer coisa, nem sei se dá pra fazer isso, mas só aceitar que as pessoas são tão instáveis quanto um boneco de The Sims muda sua perspectiva a respeito dos outros e de si mesmo, e suas expectativas também. Te ajuda a manter a mente aberta, pra não falar "eu odeio" pra qualquer coisa que te desagrade num primeiro momento, te ajuda a acreditar mais em você e na sua capacidade de agir pra atingir seus objetivos.
Nós somos tudo, e tudo somos nós, e eu nem tô preocupado com a concordância verbal nessa frase! Quer dizer, não acabo de concluir que a vida não é sobre ser coerente? Gostar de The Beatles não te impede de ouvir  pagode, ler George Orwell não quer dizer que você não possa gostar de Meg Cabot, ser fã dos filmes do  Clint Eastwood não exclui a possibilidade de chorar em "4 Amigas e um Jeans Viajante".
And it goes on... Só não vale enlouquecer dançando balé e acabar com um caco de vidro no estômago, gente, pega leve na catarse :P

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Back to Black/ Volta às Aulas/ Fim dos Tempos Boêmios

Hoje é dia 31 de janeiro, e, pra maioria de nós, na próxima segunda-feira começam as aulas. E é sempre aquele negócio, né? A gente fica o ano todo esperando por férias, daí fica "meia-férias"curtindo qualquer coisa, 1/4 de férias sem curtir nada por que já tá tudo na osmose, e o resto ansiando pra ir pra escola usar a lapiseira nova que a gente comprou... Bom, pelo menos é assim comigo, desde que eu me entendo por gente. Só que esse ano, não sei, foi diferente, e eu não quero voltar a estudar, não. Acho que tem algo a ver com todo o "oh my god" que o 3º ano envolve. De qualquer forma, a gente tem que encarar isso aí, então, vou pedir em avanço pra que não postem "Merda! Escola Amanhã" ou coisas assim no facebook, por que ninguém é excessão.

NÃO quero ir pra escola! Me deixa dormiiiiiiiiiiiiiiiir!

Vamos, então, dando adeus pro despertar vespertino, pro Big Brother cagado que nem vai fazer falta esse ano, pras 8173 séries online, e vamos receber com muito carinho a vontade assassina de dormir logo no momento em que nós acordamos, junto com o Nescau com mais leite do que tudo que você prepara de manhã cedo, por que não tá são ainda e faz qualquer coisa, pras promessas a si mesmo ainda no seu ninho de sono, dizendo "Eu vou ficar só de olho fechado por 1 minutos" e acordar 20 minutos depois, se afogando em desespero...

Bom, mas é nosso destino né? Nós somos jovens, bonitos, cheios de energia, temos que pagar o preço por isso. Estudando, pra poder ficar feio com dinheiro. Mentira. Pra ficar com dinheiro pra se manter bonito. Ou... sei lá, que seja. Óbvio que há um lado bom nisso tudo de estudar, a gente vai ficar mais tempo perto dos amigos da escola! E, pro bem de todos, mais tempo longe do facebook, o que significa menos compartilhamentos inúteis e ridículos e cocôs e várias pessoas (incluindo o que vos fala) tentando mudar o mundo virtual com textos repreendedores!

Sala de aula

Apesar de tudo o que nos espera, seja pra quem está no terceirão ou não, vai ser tudo muito bom, se nós levarmos numa boa. Não é exaustivo estudar, então larga de frescura você que acha que tá sendo escravizado por ter mais de um dever de casa.

Abracinho com tapinhas nas costas pra todos vocês, tchau!