(Eu tenho um vício de começar postagens com "bom", então...)
Bom, olá! E eu acho que esse "olá" e mais pro blog do que pra um ser humano, já que eu acho que ninguém visita mais esse blog. E muito tempo tempo tempo passou desde que eu tomei coragem pra publicar alguma coisa da última vez. Bom, eu não tive nada de interessante pra falar desde então... E ainda não tenho. Só que eu fiquei morrendo de vontade de vir aqui e digitar uns parágrafos nonsense.
Entre as coisas que se passaram nesse intervalo de tempo que se deu entre minha última postagem e esta, alguém aqui em casa teve a ideia de comprar uma calopsita. O pássaro tá aqui há duas semanas, mas não desenvolveu nenhum tipo de interação com ninguém. Ele só come e fica olhando pra gente o tempo todo e, se alguém chega perto, ele fica nervoso e bate as asas (me assustou uma três vezes já, o escroto). Que ave nojenta... Mas, às vezes, eu acho que queria ser igual a ele: queria ficar na minha, brincando, sendo alimentado por alguém regularmente. Com alguma expectativa sendo criada sobre mim, mas não a ponto de me desaprovarem por não corresponder a elas... E ainda ser chamado de "fofinho". Sim, sim, é dramático ao ponto de dar vontade de vomitar, mas é preciso um alívio dramático num mundo cômico. E eu só seria uma calopsita por uns dias, pois valorizo a capacidade humana de mijar e cagar separadamente.
De qualquer forma, não se pode viver sonhando, Harry (citei Dumbledore, pros menos cultos), apenas siga remando nesse pântano que é a vida. O negócio é que todas as pessoas vêm ao mundo com sonhos muito difíceis de serem realizados, e eu acho que é isso que faz com que a esmagadora maioria de nós sejamos sequelados no cérebro, bagunças ambulantes... E o que me faz me sentir pior é que eu tenho 17 anos e não consigo ter uma mente organizada. Quando eu tiver 40, eu juro que vou pintar o cabelo de azul pra externalizar o labirinto que será minha psique.
Ou talvez eu pare com esse drama idiota até lá.
